inconstância:
nunca sou o que fui
nunca serei o que sou
me apaixono
por quem fui
(vivo me buscando em meus próprios cantos)
tombo com minhas marés
mergulho em minhas melhores ondas
giro em furacões internos
tomo a água das tempestades em copos meus
bebo do meu próprio veneno
vivo de um eu
que está sempre à minha frente
corrida inconstante:
nunca sou o perdedor
nunca sou o vencedor
sou aquele lá

Nenhum comentário:
Postar um comentário