julgo-me tão
particípio de meu
próprio mundo
que experimento
a felicidade quando
a minha tristeza criativa
tão efêmera
e dona de mim
me transporta
por terras
inexploradas
faço parte dessa massa
heterogênea
cheia de condutas
que julgo-me tão
libertário
que sou o avesso
do meu próprio eu
julgo-me
e deixo de me levar
a sério
a solta
me lanço
no escuro
transo
com as diferenças
me proponho
a ser o outro
julgo-me
tão eu
que cansei:
sou você
a transar
comigo
eu-me-amo



