são sempre duas horas quando olho no relógio
o ponteiro dos segundos me dão arrepios
o relógio, o pulso, o ambiente, visualmente distintos
elementos comuns e cotidianos
deve ser por isso que são sempre duas horas
ao redor, vejo pessoas
gordas, magras, alegres
e comprando
a mente não deixa escapar a imagem
retomo:
o relógio, o pulso, o ambiente, visualmente distintos
elementos comuns e cotidianos
e ainda as duas horas
estou aflito
penso que o melhor a fazer é deixar para outra hora
não há outra hora
o tempo passou
a criança chorou
a mãe gritou
o relógio, o pulso, o ambiente visualmente distintos
marcam: duas horas
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
domingo, 8 de dezembro de 2013
enquanto o sono não vem
enquanto o sono não vem
no silêncio da noite sem vida
imagino você
a escuridão me acompanha
e com ela toda
a sua canalhice
imagino seu corpo sobre o meu
o suor
as palavras
os suspiros
enquanto o sono não vem
a noite me acompanha
e com ela as sujeiras
de um pensamento noturno
prazer
em te pensar
no silêncio da noite sem vida
imagino você
a escuridão me acompanha
e com ela toda
a sua canalhice
imagino seu corpo sobre o meu
o suor
as palavras
os suspiros
enquanto o sono não vem
a noite me acompanha
e com ela as sujeiras
de um pensamento noturno
prazer
em te pensar
coragem
amar a coragem dos que fazem
sobretudo amar aqueles que fazem
amar sobretudo aqueles que tem coragem
mesmo quando não há
coragem para fazer
tem que buscar
coragem para fazer
amar a coragem dos que fazem
tem que arriscar também
ter coragem para fazer
coragem
ou você tem
ou você
coragem.
sobretudo amar aqueles que fazem
amar sobretudo aqueles que tem coragem
mesmo quando não há
coragem para fazer
tem que buscar
coragem para fazer
amar a coragem dos que fazem
tem que arriscar também
ter coragem para fazer
coragem
ou você tem
ou você
coragem.
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
perdão
peço perdão aos que vencem pelo cansaço
minha vitória chega por vezes através do céu
é isso:
aceito a vitória do outro
e tomo como minha
peço perdão
se me aproprio de suas vitórias
elas vem
e eu aceito
sem dó
nem receio
peço perdão se a tua glória
é minha também
e se um dia eu também vencer pelo cansaço
aceita
ela é tua
a vitória é um ponto final
e a sequência desse texto
precisa de reticências
por isso
peço perdão
meu ponto
é
final
.
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
merda
eis que chega-se a conclusão
que de fato
cagaram no mundo
uma merda do tamanho do sol
que agora permeia por todos os lugares na terra
tem merda na casa do vizinho
tem merda da capital ao interior
tem merda na boca do homem que grita da janela do carro
tem merda dentro da televisão
tem merda no aparelho de som
tem até gente sufocada pela merda
e a merda é tanta
que fica impossível fugir
tá todo mundo cagado de uma forma ou de outra
que de fato
cagaram no mundo
uma merda do tamanho do sol
que agora permeia por todos os lugares na terra
tem merda na casa do vizinho
tem merda da capital ao interior
tem merda na boca do homem que grita da janela do carro
tem merda dentro da televisão
tem merda no aparelho de som
tem até gente sufocada pela merda
e a merda é tanta
que fica impossível fugir
tá todo mundo cagado de uma forma ou de outra
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
sexualmente ativo
dois homens se aproximam
um deles é o assassino
fico paralisado
a beleza me atordoa
(o fato de um deles ter matado alguém me excita)
pergunto se estão bem
melhor agora
respondem
(silêncio, estou prestes a me entregar)
tenho vontade de me atirar em seus braços
penso
que dia quente hoje
falo
(silêncio, estou prestes a convidá-los para irem até minha casa, estou excitado)
me perguntam se estou só
digo que sim
talvez seja a deixa
imagino
(lembro que estou um ano sem me encontrar com alguém)
chego em casa
abro a porta
abro a camisa
me abro por inteiro
pra vida
pra noite
e pra a morte
(imagino que no clímax sexual eles me matem, fico ainda mais excitado)
sinto a faca entrando pelas minhas costas
gozo como nunca tinha gozado antes
a cena acontece em câmera-lenta
morto e satisfeito sexualmente
posso descansar enfim
(levanto da cama com a faca ainda apunhalada em minhas costas, escovo os dentes, deito de bruços)
um deles é o assassino
fico paralisado
a beleza me atordoa
(o fato de um deles ter matado alguém me excita)
pergunto se estão bem
melhor agora
respondem
(silêncio, estou prestes a me entregar)
tenho vontade de me atirar em seus braços
penso
que dia quente hoje
falo
(silêncio, estou prestes a convidá-los para irem até minha casa, estou excitado)
me perguntam se estou só
digo que sim
talvez seja a deixa
imagino
(lembro que estou um ano sem me encontrar com alguém)
chego em casa
abro a porta
abro a camisa
me abro por inteiro
pra vida
pra noite
e pra a morte
(imagino que no clímax sexual eles me matem, fico ainda mais excitado)
sinto a faca entrando pelas minhas costas
gozo como nunca tinha gozado antes
a cena acontece em câmera-lenta
morto e satisfeito sexualmente
posso descansar enfim
(levanto da cama com a faca ainda apunhalada em minhas costas, escovo os dentes, deito de bruços)
segunda-feira, 2 de dezembro de 2013
surpreendido
me surpreende o pedreiro
me surpreende a dona de casa
me surpreende a frentista
me surpreende o atendente do caixa do supermercado
todos esses me surpreendem
me surpreende pensar que eu
um mero coisa nenhuma
chegue a conclusão que
um pedreiro me surpreenda
um atendente de caixa de supermercado
muito me surpreende
o que come?
o que pensa?
o que faz nas horas vagas?
(penso em me arriscar a ser um deles, uma ideia romântica e televisiva me passa pela cabeça)
me surpreende
chegar em frente à uma construção
e ver alguém empilhando tijolos
isso muito me surpreende
me surpreende eu
um mero coisa nenhuma
me surpreender com uma pedreiro
que empilha tijolos
me surpreende
todos esses fantásticos
coisas nenhumas
me surpreendem
de tal forma
que eu
um outro coisa nenhuma
haja como se fosse alguma coisa
um nobre
coisa nenhuma
surpreendido
pela ação
me surpreende a dona de casa
me surpreende a frentista
me surpreende o atendente do caixa do supermercado
todos esses me surpreendem
me surpreende pensar que eu
um mero coisa nenhuma
chegue a conclusão que
um pedreiro me surpreenda
um atendente de caixa de supermercado
muito me surpreende
o que come?
o que pensa?
o que faz nas horas vagas?
(penso em me arriscar a ser um deles, uma ideia romântica e televisiva me passa pela cabeça)
me surpreende
chegar em frente à uma construção
e ver alguém empilhando tijolos
isso muito me surpreende
me surpreende eu
um mero coisa nenhuma
me surpreender com uma pedreiro
que empilha tijolos
me surpreende
todos esses fantásticos
coisas nenhumas
me surpreendem
de tal forma
que eu
um outro coisa nenhuma
haja como se fosse alguma coisa
um nobre
coisa nenhuma
surpreendido
pela ação
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